sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

"A América é minha terra. Mas Paris é minha casa"

"A América é minha terra. Mas Paris é minha casa"


Souvenirs vendidos nas barraquinhas no patio do Trocadero, em frente a Torre Eifell 

Essa é a famosa frase da escritora e poetisa Gertrude Stein, uma das exiladas do bairro de MontParnasse - bairro boêmio, refúgio de artistas, pintores, escritores no início do século XX em Paris, França.

Frase bonita, pra cabeça desse texto com algumas dicas de viagem da cidade luz.
Escrever sobre Paris, pra mim, é remexer em boas lembranças, na vontade de me transportar até lá e ficar sentadinha por horas, nas escadarias do Trocadero, alheia aos turistas, observando a Torre Eiffel.
Cidade dos apaixonados, dos românticos, ou dos solitários em busca de passeio, história, cultura.

Sente-se num dos  degraus do Trocadero e ... observe a torre brilhar! 

Paris é cidade que não pára. Uma das importantes capitais do mundo, com história e cultura de séculos, hoje em dia atrai mais de 30 milhões de visitantes por ano. Quem tem a oportunidade de conhecê-la... sempre volta com boas histórias pra contar.

Se vai só ou acompanhado, caminhe pela principal avenida da cidade, a Champs Elysees, mas desvie das pessoas cheias de sacolas e máquinas fotográficas no colo.
Arco do Triunfo - cuidado com os carros!

Turistas do mundo inteiro, caminham por suas largas calçadas, e quando param pra tomar um legítimo expresso francês - pode ser no Fouquet's ao lado na loja mais chiquetosa da cidade - Louis Vuitton, do hotel George V - já percebe que está na capital mais cara do mundo! ... facilmente, desembolsa 4 euros por uma xícara de expresso nessa região. ( se fizer a conversão de tudo... melhor nem sair do hotel!).

Mas se for acompanhado, e quiser fazer um charme para a namorada, vale um jantar em uma de suas mesas.
Seja romântico... nós gostamos disso! ;-)

Alguns passos adiante, há opções mais em conta de um bom café... como a Boutique Star Nespresso ou o café da Virgin MegaStore (após caminhar por entre suas prateleiras de DVD e livros, numa construção belíssima).


A cidade é muito bem servida de metrô. Use e abuse deles!


Quem vai à Paris pela 1º vez, pode se direcionar por um bom mapa da cidade, e pela Praça da Estrela, onde está localizado o Arco do Triunfo, um monumento construído em comemoração às vitórias de Napoleão Bonaparte.
Atravesse a avenida ( cuidado com os carros! Motoristas são insanos por lá! ) e vá ver de pertinho o alto relevo do triunfo de Napoleão, os nomes das 128 batalhas e mais de 500 generais.

Ruas de St Germain convidam a uma boa foto
Dessa praça - chamada Charles de Gaulle - saem as principais avenidas da cidade. -  daí vem o nome... praça da estrela ;-)

Observe em cada ponta das Avenidas, as lindas casas, hoje sede das principais embaixadas.

Sem pressa, com um bom calçado nos pés, partindo do Arco do Triunfo, desça pela Champs Elysees, uma das avenidas mais famosas do mundo, observando as lojas de marcas globais - e chegue até a praça da Concórdia, com seu Obelisco de Luxor ( um presente do Egito para a França ), o Museu do Louvre ( o mais visitado do mundo ) e o Jardim das Tulheiras à esquerda de quem desce.

Gaste uma tarde inteira nessa região. Se for em dias de sol, caminhe pelo jardim das Tulheiras... tão bem cuidado.

Para evitar as filas de compras de ingressos do Louvre, há uns anos eles coloraram máquinas de auto atendimento, que vendem os tickets da entrada. Elas ficam na praça de alimentação no subsolo, com acesso tanto pela rua Rivoli quanto pela garagem do Museu. Aproveite e veja a maquete do museu... dá pra ter uma boa ideia da dimensão da construção e das várias alas.
O museu é muito grande, são muitas alas. Pode-se comprar um ticket para mais de um dia. Seguramente, precisará! Mas não vá embora frustrado se não conseguir ver todas as alas. Este museu é pra ser visto aos poucos, em várias visitas.

Pra quem curte compras, uma boa opção é a Rua Rivoli, que fica na lateral da principal entrada do Museu do Louvre. Há muitas lojas de souvenirs, de perfumes franceses ( mas faça sempre a conversão para o real... muito preço é ilusão, não vale a pena comprar por lá!).

Gosta de coisas diferentes?! E de guloseimas?! Uma dica é a loja La Cure Gourmand, na Rua Rivoli.
La Cure Gourmand - um paraíso de doces franceses 

Típica loja de doces franceses, além do bom gosto na decoração e o atendimento cordial, há coisas exclusivas, que não se encontra em nenhuma outra parte do mundo. Vale conferir!

Num outro dia, pra quem vai ficar pela cidade, vale ir até o bairro de Saint Germain des pres, na margem esquerda do rio Sena.

Pra quem vai com o orçamento curto ( como eu sempre fui! ), vale comprar uma típica baguete francesa ( aproximadamente uns 5 euros ) e sair andando, por entre as ruas que circundam a igreja de Saint Germain, atrás da Universidade Sorbone. Caminhe sem pressa! Sinta o perfume, os aromas, os ruídos locais.
P/ curtos orçamentos, a boa baguete francesa

Esse é um típico bairro intelectual, de estudantes, com boas livrarias, sebos, e bistrôs também.
Circule por entre suas ruas estreitas, e volte no tempo! Um tempo onde Jean Paul Sartre, Simone de Beauvoir, Truffaut... frequentavam seus cafes e bares. De fato... é lindo e transpira cultura, história.

De lá, ao atravessar a ponte do rio Sena subindo pela St. Michel, para a outra margem, verá a Catedral de Notre Dame - aquela mesma do romance de Vitor Hugo, o Corcunda de Notre Dame, à sua direita.

É uma das mais antigas catedrais em estilo gótico, construída no início do século XI, no fervor de uma nova sociedade urbana que nascia.
Observe suas linhas arquitetônicas, tão modificadas ao longo dos séculos. Mas... cuidado! Infelizmente, como toda grande cidade turística, há os oportunistas pela região. Mulheres e crianças pedindo esmola em sua porta, abordando de forma insistente os turistas, é frequente.

De lá, suba a principal rua lateral e pare em uma das barraquinhas de crepe. São uma delícia ( e o preço... mais justo que em muitos restaurantes! ).

Margens do Sena e suas barraquinhas de livros antigos e pinturas 

Observe o Carrosel, em frente ao Hotel de Ville, e os artistas que fazem apresentação de rua por ali. É coisa de cinema!

Na mesma região, um pouco mais pra trás, há MontParnasse. Esse é um bairro histórico e deslumbrante. Com vários artistas, pintores pelas ruas, expondo suas obras.
Pra quem gosta de compras, lá está a famosa Galeiras Lafayette, em um prédio que já é uma obra de arte.
Não deixe de visitar a Basílica de Sacre Coeur, de MontMartre.


Reserve uma tarde, só para a região da Torre Eifell, que pode ser vista tanto pela escadaria do Trocadero, quanto pelo jardins da Escola Militar, que fica ao lado do Hotel dos Inválidos. Este hotel é uma obra de Luis XIV, construída para abrigar os inválidos dos exércitos. Na cúpula do edifício, dizem estar enterrado os restos morais dele... o baixinho mais encrenqueiro da história da humanidade.

Carrosel ao lado do Hotel de Ville
E em frente ao hotel, do outro lado da praça, há um café de esquina, administrado por um português boa gente, que tira um ótimo expresso, por um preço mais camarada.  ;-)

A Torre Eifell, construída por Gustave Eifell, na época, não foi bem aceita pelos parisienses, pelo material no qual foi construída. De ferro fundido, a torre não combinava com as construções da época. E olha como as coisas mudam... hoje em dia... ela é o símbolo mais charmoso da cidade, conhecido no mundo inteiro.
Circular por ali, é ver casais de apaixonados, tirando suas fotos, num clima de puro romantismo. Se está com seu amor ao lado, aproveite e pegue o melhor angulo da Torre.
Se não... peça a St. Michel que na próxima vez que for a cidade, venha acompanhada por um. ;-)

Para um ultimo dia na França, recomendo ir até o Chatêau de Versailles. Fica a cerca de 1:30 do centro de Paris. Pode-se ir de trem também. Mas vá cedo, porque as visitas são com hora marcada e há uma multidão de turistas do mundo todo querendo conhecer o castelo, a sala dos espelhos e seus jardins.

Castelo de Versailles 
Ao entrar no castelo, recomendo... volte no tempo!!!
Tente imaginar aquele povo tão sofrido, faminto e "de saco cheio" dos desmandos da realeza - invadindo o palácio, e provocando a fuga do rei ( e toda a corja de desocupados ) para Paris. Todo o ouro, prata, porcelanas... sendo levados de lá.

Pouca coisa restou da época da invasão do palácio pelo povo 

Caminhe pelos jardins do palácio ouvindo a música de fundo

E ... observe a sala dos espelhos. Essa é uma das melhores partes da visita.
Só cuidado para não tropeçar e cair em cima do turista da frente!
O teto com seus afrescos, e os espelhos da época... até confundem com tanta beleza e história.

Curiosidade: naquele tempo, somente os ricos tinham espelhos. O povo pobre, não sabia o que era um espelho. E ... quando entraram no palácio, botando a realeza pra correr... se surpreenderam com a própria imagem refletida naqueles vidros... e por isso... eu não vou contar o fim da história.
Vale ir até lá e conferir se os espelhos são originais ou não! ;-)

Essas são apenas algumas das muitas dicas dessa cidade cheia de opções. Museu D'orsey, Opera Garnier, Madeleine... há muitos outros lugares para visitar.

Recomendação: vá a Paris de alma aberta, de coração puro.
E volte ... trazendo na bagagem muito mais do que pacotes, mas lembranças de uma história.
A melhor foto, a melhor imagem... não é a da máquina, a do celular... mas a que fica na nossa memória! ;-)

Seja só ou acompanhado... Paris é sempre um convite a contemplação e ao romantismo. ahhhh...

Senhores passageiros, tenham todos... uma boa viagem!

Torre Eifell e as folhas secas de Tuloise que caem no Outono e deixam um colorido especial nas ruas da cidade 

Links deste post:
La Cure Gourmand - http://www.la-cure-gourmande.fr/
Fouquet's - http://www.lucienbarriere.com/localized/fr/restaurants/nos_restaurants/fouquets.htm
Museu do Louvre - http://www.louvre.fr/
Chateau Versailles - http://www.chateauversailles.fr/homepage

















domingo, 17 de fevereiro de 2013

Comissária desatenta

Piada


No meio de uma longa viagem, a aeromoça pergunta a um dos passageiros:
— O senhor aceita uma banana split?
— Não, obrigado... Eu sou diabético!
— Então que tal um pudim de leite condensado?
— Eu não posso! — repetiu ele — Sou diabético!
— Tudo bem — tornou a aeromoça — Que tal a sugestão da casa, ou melhor, do avião? Um delicioso mousse de chocolate, com cobertura de chantilly!
— Moça, você não está entendendo! — disse ele, começando a se alterar — Eu sou diabético!
— Ah, eu sei de uma coisa que o senhor vai adorar: nossa torta de limão! Uma delícia...
— Porra! — grita ele, batendo no braço da poltrona — Eu já falei umas mil vezes que sou diabético!
— Será que você é surda? Eu não posso comer essas porcarias, eu sou diabético! EU SOU DIABÉTICO!!!
— Regina! — grita a aeromoça, chamando uma de suas colegas — O moço aqui tá uma pilha de nervos! Traz uma água com açúcar pra ele!