quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

A culpa é dos Publicanos

A culpa é dos publicanos 

Muitas pessoas me perguntam, e se perguntam, porque viajar para fora do Brasil, por vezes, é mais barato do que viajar para nossas praias, montanhas e grandes capitais.
Eu também... sempre me fiz essa pergunta!
Vivemos num país de natureza exuberante, de cultura vasta, povo hospitaleiro e com história pra contar... mas parece que somos impedidos de viajar para nosso próprio país, em virtude dos preços nas alturas das passagens aéreas.

Uma das explicações econômicas para esse "fenômeno" são eles... eles... os impostos.

Em média, cobra-se um valor de 19% de ICMS sobre o preço do combustível no Brasil, o que onera o abastecimento de um avião para voar dentro do país, em detrimento de uma aeronave que fará voo internacional.

Companhias aéreas nacionais e internacionais, que voam para o exterior, pagam hoje R$1,98 o litro de combustível em Guarulhos. Para voos domésticos, o litro no mesmo aeroporto, custa R$ 2,65.

Além disso, ao abastecer a aeronave em destino internacional, a conta fica mais barata.

Nosso hermanitos Argentinos, por exemplo, pagam o querosene de aviação R$ 1,85. Quase 40% a menos que o preço cobrado em Guarulhos para voos domésticos. Com um detalhe: A Argentina cobra esse valor apenas para companhias estrangeiras, isentando a cia nacional - AA - da taxa de IVA ( Avalie Added Tax ) de 20%.

Nos EUA, as cias americanas gastam 40% a menos do que as brasileiras, para voos regionais. Isso já com os impostos.

Nosso sistema tributário é perverso. A cobrança de ICMS por exemplo, tem variações de Estado para Estado. RJ e MG atrairam mais voos nos últimos anos, com uma política de redução de ICMS em relação a SP. Lá, são recolhidos de 12 a 13%, enquanto que em SP, recolhe-se 25%.

E, como se já não bastasse, há ainda um adicional de 25% do valor de fretes, destinado à "renovação da frota da Marinha Mercante".

Todo o setor, já pleiteia junto a ABEAR - Associação Brasileira das Empresas Aéreas - a unificação da cobrança de ICMS em 12%, além de alterações no sistema de precificação da Petrobras.

Nosso produto, ainda é precificado com base no preço do Golfo do México, com um adicional de frete de importação de 100% - isso porque 75% são originários daqui do Brasil.
Isso torna o nosso querosene de aviação vendido no mercado doméstico um dos mais caros do mundo.

Mais caro até que de países em guerra, como Afeganistão, ou países sem estrutura eficiente, como a África.

Hoje, o combustível já representa 40 a 45% dos custos das cias. aéreas, e nos últimos 3 anos, apresentou um aumento de quase 60%.

Por essas e por outras, meus caros amigos... pagamos o que pagamos, temos um trecho de ponte aérea RJ-SP mais caro do mundo, e mais e mais brasileiros indo conhecer a terra do Tio Sam, do que os batuques e tamborins da Bahia, de Recife, por exemplo.

Esses publicanos coletores de impostos... até os dias de hoje... arrancam o nosso couro.
E nós, o que fazemos?!

Em tempo... abriram uma vaga de emprego: Presidente da Petrobras. Mas, cuidado... essa empresa não anda lá muito bem das pernas não.

Brasil, mostra tua cara, quero ver quem paga pra gente ficar assim...

bjs,

Fonte: Abear


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