Ceú de brigadeiro. Mas só pra americanos!
Quem chega no Aeroporto de São Domingos, na Republica Dominicana, facilmente pode ver uma das aeronaves da Gol, estacionada na pista.
Pousar lá, foi a alternativa encontrada pela companhia para fazer a rota São Paulo / Rio de Janeiro / Flórida, sem ter necessidade de comprar novas aeronaves.
A LATAN ( TAM + LAN ), apesar de ter aumentado a frequência de vôos nessa rota, ainda está com menos da metade da operação das gigantes americanas American Arlines, United e US Airways.
"Céus abertos" - esse é o nome do acordo firmado em 2010, que libera esse corredor de vôos entre Brasil e EUA, e permite o acréscimo de novas operações na rota. Por exemplo, quem operava 150 vôos semanais, passou a operar 180.
A TAM e a Gol começaram a fazer essa rota no final do ano passado, mas ainda tem cerca de 70 frequências semanais, ante mais de 150 das rivais americanas.
Olhando assim, parece que o Brasil desistiu de ter companhias aéreas fortes internacionalmente, mas de alguma forma garante que haja uma oferta maior de vôos em rotas como essa, de grande demanda. E assim, "equilibra" mais o preço das tarifas.
Ehhh... abrimos mercado! .. E arcamos com as consequências.
As companhias aéreas americanas e europeias ganham de nós de lavada! Elas ganham em escala! E os nossos custos no setor jogam nossa competitividade embaixo do trem de pouso.
Rotas entre America do Sul e America do Norte representam uma pequena parte do mercado da American Airlines, mas tem um peso grande na operação da TAM, comparado com o total das suas operações. Ou seja.... a AA suporta "perder dinheiro" nesse mercado por muito mais tempo do que a TAM, por exemplo".
Dólar mais barato nesses últimos anos, enorme quantidade de brasileiros viajando para o exterior... esse é um forte elemento que faz brilhar os olhos de qualquer empresário do setor!
E ainda que, torçam o nariz para a concorrência do "céus abertos", as companhias nacionais não tem outra escolha a não ser se adaptar ao novo cenário mundial.
Se houvesse menos corrupção no nosso país, se os dirigentes das refinarias, das distribuidoras fossem mais sérios, se o governo não se metesse no setor... ( esse é um tema polêmico, dá pano pra manga e muita discussão ), e se houvesse impostos mais coerentes, que não onerassem tanto o nosso produto... o céu de brigadeiro internacional... seria nosso. Não deles!

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